quarta-feira, 1 de julho de 2026

Livro X Série: Off Campus


E ai que assisti Off Campus e fiquei enlouquecida e eu queria ler os livros todos pra chegar no terceiro livro logo para saber o que acontece com Allie e Dean. E a leitura do livro não foi tão fluida quanto eu achei que seria. E eu confesso que cenas de sexo a parte o que me fez gostar mesmo da série foi a relação madura e aberta da Hannah com a Allie. Todos os diálogos delas eu pensava: nossa, que maduras, que terapeutizadas. Eu com 20 anos jamais fui assim. Mas, né? Outro país, outra cabeça, outra geração... A proposta desse post é só falar o que eu gostei e o que não gostei tanto no livro quando na série. Porque ambos tem pontos fortes e fracos tentando dar o menor número de spoilers pra quem não assistiu a série ou não leu poder curtir o post.

Livro:
Eu gosto MUITO das referências que o livro trás e de como a relação do Garrett e da Hannah é construido. É um romance muito gostosinho de ler. Desde eles assistindo Breaking Bad até eles entendendo que se amam é um caminho longo, mas super necessário. É uma construção tão gostosa de acompanhar que eu queria que tivesse mais na série dessa construção. Por outro lado acho que o ritmo do livro não é fluido. A gente tem na primeira página a questão da Hannah. Ai ela troca umas 2 palavras com o Justin, se envolve com Garrett, temos muitas cenas de sexo (muito bem escritas por sinal) e nos últimos 20% do livro uma sequência de fatos que seriam melhores desenvolvidas se acontecessem aos poucos durante o livro. Mas a gente tem dia de ação de graças seguido da Hannah encontrando o amigo do Aaaron, o pai do Garrett e eles terminam numa sequência que parecia que eu estava lendo a história da Frida Kahlo. E assim, o Justin parece detestável, parece, mas acho que tem pouca profundidade no cara que a Hannah gosta pra gente entender o porquê dela ser apaixonada por ele. O Cass que é um personagem que a Hannah não gosta (e acho que todo mundo que leu o livro acha que ele é um babaca sem tamanho), que foi tirado da série, tem muito mais profundidade que o Justin. E particularmente achei a relação da Hannah com os amigos (não só a Allie, mas todos eles) muito superficial. E sendo bem sincera eu não sou a maior fã de "fake dating" do mundo. Até porque acho que existe uma idade limite dos personagens terem "fake dating" sem parecer um bando de gente que precisa de terapia urgentemente. E acho que os personagens de "O Acordo" estão ali no limite.

Série:
Eu gostei bastante dessa primeira temporada embora eu realmente não curta muito "fake dating". E me surpriendeu tanto que eu chorei tanto numa série que só me prometeu uns caras bonitos e cenas de sexo. Acho que a questão que a Hannah tem em não gostar especificadamente jogadores de hóquei é muito melhor desenvolvida na série. Porque no livro tá lá nas primeiras páginas está o motivo. E assim, eu sei que a Ella Bright já deu entrevistas dizendo que a produção foi super transparente com relação a nudez parcial e as cenas de sexo, mas assim: eu já não acho que a Ella Bright e o Belmont Cameli tenham uma química tão grande e quando você para pra ver a idade dos atores é algo que de fato causa um desconforto. Pra Ella talvez não seja uma questão, mas acho que pra muitas mulheres que assistiram ou assistirão é uma questão sim. E precisa ser dito. E particularmente acho que a Ella tem uma quimica muito maior com o Antonio Cipriano (que benzadeus que "homi" bonito da pega) do que o Belmont. Aliais em questão de quimica é difícil competir com Dean e Allie porque o que é Mika Abdalla e Stephen Kalyn em cena? Não tem nem o que dizer. E como já disse que o desenvolvimento da amizade de Hanah e Allie foi uma coisa que me encantou muito na série. Cada cena da Ella com a Mika Abdalla eu ansiava pelos diálogos porque são terapia pura. Por favor, Prime, precisamos de mais diálogos de Hannah e Allie na segunda temporada. Gostei bastante que os outros personagens foram mais desenvolvidos na série do que no primeiro livro. Acho que inclusive a história de Dean e Allie não foi só desenvolvida pra que a gente queira assistir a segunda temporada, mas como para dar um tom mais leve pra uma série que tem temas tão pesados. E não é porque Allie e Dean não tenham profundidade. Até porque quando a Allie propõe pro Dean pra eles transerem com outras pessoas porque ela não quer um novo Sean (quem é Sean na fila do pão perto do Dean???), mas acho que o Stephen Kalyn trás uma leveza e um carisma pra série em todas as cenas de Dean e Allie. Acho que desenvolveram tantos os outros personagens Justin, Allie, Dean, Logan (eu já disse que Antonio Cipriano é GATO?); que achei que Garrett e Hannah ficaram muito em segundo plano pra uma temporada que deveria ser deles. No mais eu só queria ver mais do Tucker (o carisma do Jalen Thomas Brooks nas entrevistas me fez querer ver mais do Tucker e de Jules (impressionate como a Julia Sarah Stone me lembra a Taylor Momsen na época de Gossip Girl). E assim dona Prime Video um crime inafiansável trocar One Direction por Taylor Swift.

Beijo pra quem é do beijo e abraço pra quem é do abraço. E amor para todes!
Lilly Krug

sábado, 6 de junho de 2026

Séries e Esportes!

E ai que a copa do mundo tá batendo a porta e no mundinho pop o que tá bombando também são esportes. Ai achei que era o momento certo para fazer um post indicando 3 séries que tem esporte envolvido que ambas eu gostei muito. São elas:

Ted Lasso
O que me prometeram ao indicarem: Não é só sobre futebol. Juro!
O que eu de fato achei: De fato não é só sobre futebol. Por um acaso tem um time e eles jogam, mas é muito mais do que isso. Inclusive acho que Ted Lasso poderia se passar em outros ambientes. Eu gosto que o mote da série é uma vingança. A Rebecca descobre no fim de seu casamento com o Rupert que ele a traia muito (RIP Anthony Head). Na divisão dos bens, ela fica com a maior porcentagem da empresa que gerencia o clube de futebol AFC Richmond, uma das grandes paixões de Rupert. Determinada a se vingar, Rebecca assume o posto de diretora do clube demite o atual técnico do time e contrata um tecnico americano de um time pequeno, o Ted Lasso que dá nome a série. E é uma série tão gostosinha de assistir que ao mesmo tempo toca em pontos tão sensíveis das relações humanas. Tem tantas camadas que alguns episódios eu leve os temas pra terapia. Incrível.
Onde assistir: Apple Tv+

Off Campus: Amores Improváveis
O que me prometeram ao indicarem: Pegação. Muita pegação.
O que eu de fato achei: De fato tem muita pegação. Embora eu achei que a cena mais sexy dessa primeira temporada é a cena da Allie dançando com o vestido inspirado no da J.Lo na festa a fantasia. Hannah é garota bonita, que tira notas altas e está completamente fascinda por um músico que admira muito. Garrett é um jogador de hóquei , filho de um astro do hóquei que precisa de uma nota na média para conseguir se manter no time. Quando Garrett descobre que Hannah foi uma das poucas alunas que tirou nota alta na matéria que baixou a sua média ele convence ela a ser sua professora particular em troca de um fake dating para ela impressionar o cara de quem é a fim. Eu chorei tanto, mais tanto assistindo a essa série que agora começei a ler o livro. Mas acho que o que de fato me encantou nessa série foi a amizade da hannah com a Allie. Elas são amigas tão maduras e tem conversas tão abertas que chegam a me dar inveja. Sendo a autista com dificuldade com comunicação que sou. Mas a série entrega pegação, sensualidade, drama e um elenco belíssimo. Tudo na medida certa. E a certeza de que o 6 episódio é o melhor.
Onde assistir: Prime Video

Heated Rivalry - Rivalidade Ardente
O que me prometeram ao indicarem: Sexo! Muito sexo e depois mais sexo!
O que eu de fato achei: Um cadim do que me indicaram e um pouquinho mais. rs. Ilya e Shane são dois jogadores de hóquei que acabaram de sair da faculdade e foram classificados como os melhores jogadores da temporada. Ilya é russo, perdeu a mãe cedo e tem um pai doente. Shane é um canadense criado por uma família estável e tranquila. Logo de cara eles tem um envolvimento sexual forte e com o passar de 9 anos e essa relação no armário eles passam por diversos momentos. E sexo. Muito sexo. E eu confesso que até o terceito episódio eu tava meio assistindo na diagonal e pensando: bacana as cenas de sexo, mas que horas que esses panguás vão ter de fato uma conexão emocional? Nem tanto que no terceiro episódio onde eles mostram a situação de outro casal eu pensei: esse sim é o casal dessa série que eu gosto. Mas ai cê vai meio contrariada assistindo e quando vê você preso a complexidade daqueles personagens. E no prmeiro episódio temos a troca de garrafa mais sexy da história das séries. E a fotografia das cenas de sexo são tão bem iluminadas e fotografadas que dá gosto de continuar assistindo. É um balé de tão bonito. Afinal sexo por sexo tem aos montes na internet. E o último episódio e tão, mais tão bonito que chega a dar um quentinho no coração. Preciso da segunda temporada.
Onde assistir: HBO Max

Beijo pra quem é do beijo e abraço pra quem é do abraço. E amor para todos,
Lilly Krug

domingo, 19 de abril de 2026

Urbana Legio Omnia Vincit

Esses dias eu estava no “Iutubiu” e a página inicial deles estava me recomendando um vídeo do canal do Júlio Ettore e assisti esse vídeo, depois assisti outro e mais um quando fui ver, estava presa ali em lembranças do meu passado. E eu me dei conta que nesses anos todos que tive vários blogs nunca deixei registrado a minha história com a Legião. E hoje eu decidi registrar aqui a minha história com minha banda preferida. Então, puxa a cadeira e pega um cafezim que essa é uma história longa.

Antes de qual coisa, o que eu ouvia antes de ouvir Legião? Eu ouvia Xuxa desde sempre. E por influência de um primo meu gostava de Os 3 tenores (sim Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo) e Psycho Killer do Talking Heads. Por conta da galera da escola eu ouvia Double You e funk. E como a Katiucha Barcelos disse recentemente num Nerdcast “Sem Pauta”, “você dizer que ouvia pagode nos anos 90 só mostra que você vivia em sociedade”. Ou seja, muito eclética ela. E eu tinha descoberto Mamonas Assassinas no final do ano anterior (que foi quando eles bombaram). No início de 1996 fui passar as férias com a família do meu pai como sempre e lá uma prima que eu não convivia há anos me apresentou “Eduardo e Mônica” de uma tal Legião Urbana. Eu achei a letra e pedi para que ela me enviasse a letra por carta (como faziam os antigos astecas rs) e assim foi feito. Assim que as férias terminaram, ela me enviou uma carta com a letra de “Eduardo e Mônica”.

Eu tinha 16 anos e não era necessariamente uma pessoa muito musical. Eu ouvia Xuxa porque era o que ouvia sempre desde pequena e as outras coisas que pessoas me apresentaram e faziam sentido na minha vida / eu gostava da melodia ou /e da letra. Eu sabia quem era Legião ou o Renato? Duvido muito. Aparecia pra mim nas revistas que eu lia, mas eu não ligava muito. Como disse antes, não era muito musical. Eu não ia atrás de nada novo (e levei só 43 anos pra descobrir que sou autista. Veja só). Com a letra em mãos, queria ouvir a melodia. Fui numa Lojas Americanas e comprei “Legião Urbana – Dois” (o segundo álbum da banda) e adorei a melodia de “Eduardo e Mônica”. Assim sendo, fui ouvir o resto do álbum. E quando cheguei em “Quase Sem Querer” meu mundo parou. Me identifiquei com cada verso daquela música. A partir daí eu já podia dizer que a Legião era a minha banda favorita.

Em março eu comprei o “Dois” e em outubro (a 11 dias do meu aniversário”) o Renato (Manfredini Júnior – porque Renato Russo, o personagem, é eterno) morreu em decorrência dos sintomas da Aids. Um pesar enorme pra mim e pra música BR. Pouco depois Dado e Bonfá declararam o fim da Legião. Mas tanta coisa aconteceu depois. Mais meu amor pelo Renato e pela banda só aumentou com o tempo. E tá tão impresso em mim que hoje eu não me lembro como era a minha vida sem a Legião.

E nunca foi uma questão de eu achar que a Legião é a melhor banda nacional como já me questionaram no passado. É só porque eu gostei do som daquelas quatro caras tocando junto (como conheci a Legião pelo “Dois”, eu incluo o Renato Rocha na minha história) e das letras. Sempre foi sobre sintonia. E graças a eles comecei a ouvir Capital, Paralamas, Madonna (a versão que o Renato fez pra Cherish da Madonna é incrível), Cazuza, Barão, Frejat...

E certamente não existe melhor jeito de terminar esse post do que dizendo, ouçam Legião Urbana. Porque como dizia Renato, “a Legião são todos vocês”!
Amor a todos,
Lilly

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ranqueando os livros da Taylor Jenkins Reid

É isso. Apenas um post ranqueando os livros da Taylor Jenkins Reid, que se tornou minha autora favorita. Sem sinopses e sem spoilers. Apenas comentários de coisas que me fizeram gostar ou não do livro.

Atmosfera
Eu sabia que iria gostar desse livro assim que a Taylor anunciou ele. É um tema que eu gosto: espaço. Eu só não imaginava que eu fosse gostar tanto. Não é um livro pra todo mundo e nem acho que é o melhor escrito, mas eu me apeguei tanto a protagonista, Joan, que não tinha como outro livro estar nessa primeira posição. Demorei pra ler o final porque eu não queria me despedir de Joan, Frances e Vanessa. Simples assim.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
O livro da Taylor que eu recomendo a todos. A protagonista com um caráter duvidoso e sem muitos escrúpulos. Assistindo o vídeo do Paulo Ratz sobre a releitura dele, me dei conta que logo no começo do livro fala que a filha dela morre (plus, muito bonitinho ver o Rafa defendendo a Evelyn com unhas e dentes nesse vídeo). E eu sei que existe muita questão com relação ao embranquecimento da Evelyn no livro, mas é algo proposital. É uma crítica a Hollywood. Acho mais problemático quando as pessoas que fazem fan art ou bonequinhos da Evelyn com ela sendo branca. É um livro de camadas. Depende muito do leitor se aprofundar ou não nessas camadas. Mas acho que o título afasta muitas pessoas porque dá a impressão que é um romance bobinho ou até como o Paulo cita no vídeo, muita gente acha que é um thriller e que a Evelyn matou os maridos. Tendo em vista que está longe disso. E sim, Harry é meu marido favorito.

Carrie Soto Está de Volta
Quando anunciaram Carrie Soto eu tinha acabado de ler Malibu Renasce e eu fui a primeira a dizer: Putz, Taylor, com tanto personagem incrível pra aprofundar na história, a gente vai se aprofundar na história da mala da Carrie. É eu tava errada. Carrie é incrível. Ouso a dizer que é mais incrível que a Joan, mas em minha defesa, Mick Riva teve sua vida aprofundada em Malibu Renasce e olha no que deu. Acho que se eu relesse Carrie Soto hoje talvez não fosse gostar tanto. Era outra época, eu estava “cega” com relação a certas situações da minha vida, não fazia terapia, mas ainda assim, nada tira o brilho da Carrie pra mim. Talvez ele seja um livro cansativo pras pessoas porque tem muito termo técnico, mas a parte do romance, que até o meio do livro a gente não sabe se é romance ou não, é tão gostosinha e tão leve... Que eu acho que vale o 3º lugar no meu pódio.

Depois do Sim
A partir daqui, acho que esse ranking fica menos previsível pra quem leu os livros da Taylor. E pra ser sincera, eu não gosto do final de Depois do Sim. Mas acho que tem tantas camadas nessa história e ao contrário de Evelyn Hugo, que tem as camadas, mas a gente quer ler rápido pra saber o que acontece, em Depois do Sim a gente vai lendo e refletindo. Nem sei explicar o porquê eu gosto tanto, mas eu gosto. Foi um livro que conversou muito comigo na época que eu li.

Amor(es) Verdadeiro(s)
Esse sim é um romance daqueles pra quem gosta de romance. Eu diria até que parece um romance da Emily Henry. Sem rivalidade porque adoro as duas autoras. É um livro que pega muito as pessoas no começo quando conta que a Emma está no seu noivado com o Sam e seu telefone toca e quem está do outro lado da linha é o seu marido Jesse. Romanção mesmo. E eu gosto MUITO do final. E odeio o filme com todas as minhas forças.

Para Sempre Interrompido
Tá abaixo no meu ranking porque acho que a história vai se perdendo no meio do livro. Conforme a história vai passando, a gente se pergunta: por que, Elsie? Por que? Mas eu sei também que esse é o livro que fez a Taylor ser minha autora favorita porque esse é um livro sobre LUTO. E como é um tema que no ocidente se evita muito falar e escrever, é um livro que me ganhou por causa disso.

Malibu Renasce
Pra ser sincera quando pensei nesse ranking, eu jamais imaginei que Malibu Renasce estive tão pra baixo. Mas aconteceu. Eu gosto muito da Nina, a protagonista e a irmã dela, Kitty. Mas eu tive muitos gatilhos com as crises de ansiedade dela. E eu sempre penso: a gente precisa estudar essa fixação da Taylor com Mick Riva (acho que por isso gostei tanto de Atmosfera – que é Mick Riva free). Com certeza foi o livro da Taylor que mais demorei a ler. Muitos gatilhos. Mas o final achei muito corrido. E eu queria mais daquela família. Terminei o livro com tantas perguntas que eu queria uma continuação.

Evidências de uma Traição
A partir daqui são os livros que eu não gosto tanto. Embora eu sempre ache que o jeito que a Taylor monta as histórias dela de um jeito que a gente sempre vai querer ler mais. É um livro que eu lembro que quando eu li, eu gostei, mas hoje eu não me lembro de nadinha dele. Zero lembranças. Totalmente esquecível. Eu lembro que tem uma traição.... Dahhhh! Serve? :D

Em Outra Vida, Talvez?
Nesse livro a gente duas realidades paralelas da personagem Hannah: uma onde ela sofre um acidente de carro e outra que o acidente não acontece. Falei que não ia dar sinopse e tô cá eu tô sinopenta. E pra ser sincera esse livro estaria mais pra cima do ranking porque é gostoso acompanhar a realidade que a gente gosta mais. Mas a outra realidade e a personagem brasileira desse livro me deixaram tão fula que é isso: tá nos piores.

Daisy Jones And The Six
E aqui eu talvez esteja mexendo num vespeiro. Pois o fandom desse livro é imenso. Lá fora foi o livro da Taylor escolhido pra entrar no famoso Reese’s Book Club (o clube do livro da atriz Reese Witherspoon. E eu entendo porque as pessoas gostam dele. A modo que o livro foi montado é muito diferente do que se vê por ai, mas definitivamente, não foi uma história que me pegou. Achei todos os personagens insuportáveis. Pra não dizer todos, a Karen do livro é incrível. Inclusive, de todos os personagens da Taylor, a Karen é com quem eu mais me identifico. A série é muito gostosinha de assistir (embora a Karen da série seja qualquer coisa).

Perdoem a demora em fazer um novo post. Estou muito enferrujada. Escrever em HTML é muito puxado quando você tá a tanto tempo escrevendo sem. É muito código pra lembrar. Mas leiam Talor Jenkins Reid. Pelo menos um deles.
Amor a todos,
Lilly Krug

domingo, 4 de janeiro de 2026

Wicked For Good

E ai que depois de viagem, gripe, CCXP, fim de ano, outra gripe, eu finalmente vi Wicked For Good. E aqui vai a minha review, mas antes dela, quero dar o contexto da minha história com Wicked. Eu já tinha assistido na Broadway “O Fantasma da Ópera”, “Rei Leão” e “The Book Of Mormon” antes de assistir Wicked, mas nada eu tinha achado tão incrível como quando a gente ouve falar de Broadway. E olha que eu era a criança que gostava de teatro. E no final de 2013 eu fiz uma excursão com um grupo de senhoras pra Nova York pra fazer compras de Black Friday e a agência de turismo me deu algumas opções de Broadway que ou não conhecia ou que não tinha interesse. Quando li por alto a sinopse de Wicked e vi que tinha uma ligação com “O Mágico de Oz” surgiu o interesse porque era algo conhecido e fui lá e assisti. E sai do teatro maravilhada. E pensei: é isso que transforma a Broadway em referência de teatro. E desde então já vi diversas vezes da Broadway em diversos anos, vi a versão de 2016 que veio pro Brasil uma vez ao vivo e uma vez em vídeo. A versão brasileira de 2023 eu cheguei a comprar ingresso, mas como meu pai estava internado, não tive como ir a São Paulo. E a versão de 2025 assisti 6 vezes ao longo do ano. Estão é uma história que está na minha vida há mais de 10 anos e que está muito presente (ainda mais se contar que a versão brasileira de 2025 virou referência pra Broadway).

E ai cada um tem a sua teoria de em qual momento Wicked pega o público. “Defying Gravity” é minha música preferida e claro um momento muito especial, mas Wicked me pegou no tempo de comédia de “Popular”. Há quem diga que em "No One Mourns the Wicked" a gente já sabe se a Glinda escalada vai funcionar porque pra população de Oz a Glinda tem que parecer feliz em dar a notícia de que a Elphaba morreu, mas o público tem que sentir um tom de tristeza na voz dela. Mas opiniões a parte, a grande maioria do público prefere o primeiro ato do que o segundo. Fato. E ai que acho que começam os problemas do 2 filme.

A Isabela Boscov disse no vídeo dela de Wicked For Good que “tem uma enorme pedra no caminho de Wicked Parte II e que a ironia foi que quem colocou essa pedra lá foi a primeira parte de Wicked que terminou com aquele final absolutamente épico” e eu concordo discordando. Porque veja, o primeiro ato é de fato mais alegre. E eu acredito que muita gente como eu não botava nenhuma fé essa história fosse funcionar igual no teatro, mas eles tiveram a ideia genial de colocar a Elphaba criança vendo a Elphaba adulta cantar “Defying Gravity”. Ok, o filme já tinha me ganhado em “One Short Day” quando a Idina Menzel e a Kristen Chenoweth aparecem. A reprise de “Dancing Through Life” é emocionante, mas ela já é emocionante na peça. E ai me permitam dizer a verdade, a gente estava tão impactado com o cenário, com os figurinos, com as coreografias, com as surpresas e com a direção do Jon M. Chu e com a voz da Cynthia Erivo que a gente não parou muito pra prestar atenção nas atuações de fato e na química daqueles atores. Era tudo tão extasiante de um filme que a gente esperou tanto pra ver que no primeiro filme a coisa da atuação e química foi deixada em segundo plano. No segundo ato não tem o que inventar que não faça a gente perceber os erros já cometidos no primeiro filme. E aí vai ser muito difícil eu falar do filme sem citar a nossa versão de palco de 2025. Afinal a gente tem Karin Hils no elenco. Mas não só pelos voos, mas o nosso elenco de 2025 é muito especial e tem muita química. E a falta de química dos atores em Wicked For Good fica nitidamente visível. Porque é praticamente um trisal que tem que funcionar em química. E veja o Jonathan Bailey tem química com todo mundo, mas com a Cynthia Erivo não funcionou. Assim como a gente se esquece que antes da Nessarose se transformar na bruxa má do Leste, a Elphaba tinha um carinho / culpa por ela. E se você voltar e reassistir o primeiro filme depois de ver o segundo vai ser que é zero entrosamento em cena da Cynthia com a Marissa Bode. Que o extasse do primeiro filme não deixa a gente perceber isso. E pra não ser injusta, acho que a Cynthia não é único problema dessa escalação. Acho que se o Jon Chu tivesse escalado uma atriz que não quisesse tanto o papel da Glinda em vez da Ariana Grande, possivelmente a gente teria uma Glinda mais caricata que a gente gosta tanto de ver no teatro e que a Fabi Bang faz maravilhosamente aqui no Brasil. E se tivesse escalado uma atriz que não se levasse tão a sério como Elphaba, a gente teria uma Elphaba menos travada. Porque a conexão da Glinda e da Elphaba existe, mas e os outros personagens? Mas como um perfeito mágico de Oz, Jon M. Chu iludiu a gente no primeiro filme achando que era sim a escalação perfeita. Mas como qualquer ilusionista deveria saber que não ia durar muito tempo. Até porque o 2 ato é muito mais denso.



As cenas que eu mais aguardei foram o Fyero e a Elphaba na floresta e a cena de “For Good”. For Good assim como todas as cenas da Glinda e da Elphaba tem muita emoção e é muito bonita, mas a cena da floresta não preciso nem dizer que zero química entre Fyero e Elphaba. “As Long as You're Mine” em si é cantada belíssima, mas o casal não funciona. Fora que a direção do musical de palco como a Myra Ruiz já disse uma vez numa entrevista é: eles estão fazendo sexo na floresta (e eu digo isso porque no original da Broadway é muito na entrelinha) e no filme ela coloca um casaco em vez de tirar!?! Não gostei muito das coisas que mexeram no roteiro porque eu entendo que pro palco coisas em aberto funciona, mas pro filme, não... Mas ainda assim falta equilíbrio nas falas da Nessa. As músicas novas eu já sabia que não ia gostar. Ahhhh, mas foi o Stephen Schwartz que escreveu também as novas músicas. Eu não me considero a mesma pessoa de 2 anos atrás... Cê acha mesmo que o Stephen Schwartz ainda é o mesmo depois de mais de 20 anos. A música da Elphaba não é de todo mal, mas a música da Glinda é totalmente insuportável.E gosto da versão de palco que deixa no ar se a Glinda sabe ou não que a Elphaba está viva. Daria 3 estrelas, mas como me fez enxergar os erros do primeiro filme, dou 2 estrelas.

No mais é isso. Amor a todos,
Lilly Krug

Minha avaliação:

Dirigido por: Jon M. Chu
Roteiro de: Winnie Holzman, Dana Fox e Winnie Holzman
Mísicas por: Stephen Schwartz
Baseado no livro de: Gregory Maguire