domingo, 19 de abril de 2026

Urbana Legio Omnia Vincit

Esses dias eu estava no “Iutubiu” e a página inicial deles estava me recomendando um vídeo do canal do Júlio Ettore e assisti esse vídeo, depois assisti outro e mais um quando fui ver, estava presa ali em lembranças do meu passado. E eu me dei conta que nesses anos todos que tive vários blogs nunca deixei registrado a minha história com a Legião. E hoje eu decidi registrar aqui a minha história com minha banda preferida. Então, puxa a cadeira e pega um cafezim que essa é uma história longa.

Antes de qual coisa, o que eu ouvia antes de ouvir Legião? Eu ouvia Xuxa desde sempre. E por influência de um primo meu gostava de Os 3 tenores (sim Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo) e Psycho Killer do Talking Heads. Por conta da galera da escola eu ouvia Double You e funk. E como a Katiucha Barcelos disse recentemente num Nerdcast “Sem Pauta”, “você dizer que ouvia pagode nos anos 90 só mostra que você vivia em sociedade”. Ou seja, muito eclética ela. E eu tinha descoberto Mamonas Assassinas no final do ano anterior (que foi quando eles bombaram). No início de 1996 fui passar as férias com a família do meu pai como sempre e lá uma prima que eu não convivia há anos me apresentou “Eduardo e Mônica” de uma tal Legião Urbana. Eu achei a letra e pedi para que ela me enviasse a letra por carta (como faziam os antigos astecas rs) e assim foi feito. Assim que as férias terminaram, ela me enviou uma carta com a letra de “Eduardo e Mônica”.

Eu tinha 16 anos e não era necessariamente uma pessoa muito musical. Eu ouvia Xuxa porque era o que ouvia sempre desde pequena e as outras coisas que pessoas me apresentaram e faziam sentido na minha vida / eu gostava da melodia ou /e da letra. Eu sabia quem era Legião ou o Renato? Duvido muito. Aparecia pra mim nas revistas que eu lia, mas eu não ligava muito. Como disse antes, não era muito musical. Eu não ia atrás de nada novo (e levei só 43 anos pra descobrir que sou autista. Veja só). Com a letra em mãos, queria ouvir a melodia. Fui numa Lojas Americanas e comprei “Legião Urbana – Dois” (o segundo álbum da banda) e adorei a melodia de “Eduardo e Mônica”. Assim sendo, fui ouvir o resto do álbum. E quando cheguei em “Quase Sem Querer” meu mundo parou. Me identifiquei com cada verso daquela música. A partir daí eu já podia dizer que a Legião era a minha banda favorita.

Em março eu comprei o “Dois” e em outubro (a 11 dias do meu aniversário”) o Renato (Manfredini Júnior – porque Renato Russo, o personagem, é eterno) morreu em decorrência dos sintomas da Aids. Um pesar enorme pra mim e pra música BR. Pouco depois Dado e Bonfá declararam o fim da Legião. Mas tanta coisa aconteceu depois. Mais meu amor pelo Renato e pela banda só aumentou com o tempo. E tá tão impresso em mim que hoje eu não me lembro como era a minha vida sem a Legião.

E nunca foi uma questão de eu achar que a Legião é a melhor banda nacional como já me questionaram no passado. É só porque eu gostei do som daquelas quatro caras tocando junto (como conheci a Legião pelo “Dois”, eu incluo o Renato Rocha na minha história) e das letras. Sempre foi sobre sintonia. E graças a eles comecei a ouvir Capital, Paralamas, Madonna (a versão que o Renato fez pra Cherish da Madonna é incrível), Cazuza, Barão, Frejat...

E certamente não existe melhor jeito de terminar esse post do que dizendo, ouçam Legião Urbana. Porque como dizia Renato, “a Legião são todos vocês”!
Amor a todos,
Lilly

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ranqueando os livros da Taylor Jenkins Reid

É isso. Apenas um post ranqueando os livros da Taylor Jenkins Reid, que se tornou minha autora favorita. Sem sinopses e sem spoilers. Apenas comentários de coisas que me fizeram gostar ou não do livro.

Atmosfera
Eu sabia que iria gostar desse livro assim que a Taylor anunciou ele. É um tema que eu gosto: espaço. Eu só não imaginava que eu fosse gostar tanto. Não é um livro pra todo mundo e nem acho que é o melhor escrito, mas eu me apeguei tanto a protagonista, Joan, que não tinha como outro livro estar nessa primeira posição. Demorei pra ler o final porque eu não queria me despedir de Joan, Frances e Vanessa. Simples assim.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
O livro da Taylor que eu recomendo a todos. A protagonista com um caráter duvidoso e sem muitos escrúpulos. Assistindo o vídeo do Paulo Ratz sobre a releitura dele, me dei conta que logo no começo do livro fala que a filha dela morre (plus, muito bonitinho ver o Rafa defendendo a Evelyn com unhas e dentes nesse vídeo). E eu sei que existe muita questão com relação ao embranquecimento da Evelyn no livro, mas é algo proposital. É uma crítica a Hollywood. Acho mais problemático quando as pessoas que fazem fan art ou bonequinhos da Evelyn com ela sendo branca. É um livro de camadas. Depende muito do leitor se aprofundar ou não nessas camadas. Mas acho que o título afasta muitas pessoas porque dá a impressão que é um romance bobinho ou até como o Paulo cita no vídeo, muita gente acha que é um thriller e que a Evelyn matou os maridos. Tendo em vista que está longe disso. E sim, Harry é meu marido favorito.

Carrie Soto Está de Volta
Quando anunciaram Carrie Soto eu tinha acabado de ler Malibu Renasce e eu fui a primeira a dizer: Putz, Taylor, com tanto personagem incrível pra aprofundar na história, a gente vai se aprofundar na história da mala da Carrie. É eu tava errada. Carrie é incrível. Ouso a dizer que é mais incrível que a Joan, mas em minha defesa, Mick Riva teve sua vida aprofundada em Malibu Renasce e olha no que deu. Acho que se eu relesse Carrie Soto hoje talvez não fosse gostar tanto. Era outra época, eu estava “cega” com relação a certas situações da minha vida, não fazia terapia, mas ainda assim, nada tira o brilho da Carrie pra mim. Talvez ele seja um livro cansativo pras pessoas porque tem muito termo técnico, mas a parte do romance, que até o meio do livro a gente não sabe se é romance ou não, é tão gostosinha e tão leve... Que eu acho que vale o 3º lugar no meu pódio.

Depois do Sim
A partir daqui, acho que esse ranking fica menos previsível pra quem leu os livros da Taylor. E pra ser sincera, eu não gosto do final de Depois do Sim. Mas acho que tem tantas camadas nessa história e ao contrário de Evelyn Hugo, que tem as camadas, mas a gente quer ler rápido pra saber o que acontece, em Depois do Sim a gente vai lendo e refletindo. Nem sei explicar o porquê eu gosto tanto, mas eu gosto. Foi um livro que conversou muito comigo na época que eu li.

Amor(es) Verdadeiro(s)
Esse sim é um romance daqueles pra quem gosta de romance. Eu diria até que parece um romance da Emily Henry. Sem rivalidade porque adoro as duas autoras. É um livro que pega muito as pessoas no começo quando conta que a Emma está no seu noivado com o Sam e seu telefone toca e quem está do outro lado da linha é o seu marido Jesse. Romanção mesmo. E eu gosto MUITO do final. E odeio o filme com todas as minhas forças.

Para Sempre Interrompido
Tá abaixo no meu ranking porque acho que a história vai se perdendo no meio do livro. Conforme a história vai passando, a gente se pergunta: por que, Elsie? Por que? Mas eu sei também que esse é o livro que fez a Taylor ser minha autora favorita porque esse é um livro sobre LUTO. E como é um tema que no ocidente se evita muito falar e escrever, é um livro que me ganhou por causa disso.

Malibu Renasce
Pra ser sincera quando pensei nesse ranking, eu jamais imaginei que Malibu Renasce estive tão pra baixo. Mas aconteceu. Eu gosto muito da Nina, a protagonista e a irmã dela, Kitty. Mas eu tive muitos gatilhos com as crises de ansiedade dela. E eu sempre penso: a gente precisa estudar essa fixação da Taylor com Mick Riva (acho que por isso gostei tanto de Atmosfera – que é Mick Riva free). Com certeza foi o livro da Taylor que mais demorei a ler. Muitos gatilhos. Mas o final achei muito corrido. E eu queria mais daquela família. Terminei o livro com tantas perguntas que eu queria uma continuação.

Evidências de uma Traição
A partir daqui são os livros que eu não gosto tanto. Embora eu sempre ache que o jeito que a Taylor monta as histórias dela de um jeito que a gente sempre vai querer ler mais. É um livro que eu lembro que quando eu li, eu gostei, mas hoje eu não me lembro de nadinha dele. Zero lembranças. Totalmente esquecível. Eu lembro que tem uma traição.... Dahhhh! Serve? :D

Em Outra Vida, Talvez?
Nesse livro a gente duas realidades paralelas da personagem Hannah: uma onde ela sofre um acidente de carro e outra que o acidente não acontece. Falei que não ia dar sinopse e tô cá eu tô sinopenta. E pra ser sincera esse livro estaria mais pra cima do ranking porque é gostoso acompanhar a realidade que a gente gosta mais. Mas a outra realidade e a personagem brasileira desse livro me deixaram tão fula que é isso: tá nos piores.

Daisy Jones And The Six
E aqui eu talvez esteja mexendo num vespeiro. Pois o fandom desse livro é imenso. Lá fora foi o livro da Taylor escolhido pra entrar no famoso Reese’s Book Club (o clube do livro da atriz Reese Witherspoon. E eu entendo porque as pessoas gostam dele. A modo que o livro foi montado é muito diferente do que se vê por ai, mas definitivamente, não foi uma história que me pegou. Achei todos os personagens insuportáveis. Pra não dizer todos, a Karen do livro é incrível. Inclusive, de todos os personagens da Taylor, a Karen é com quem eu mais me identifico. A série é muito gostosinha de assistir (embora a Karen da série seja qualquer coisa).

Perdoem a demora em fazer um novo post. Estou muito enferrujada. Escrever em HTML é muito puxado quando você tá a tanto tempo escrevendo sem. É muito código pra lembrar. Mas leiam Talor Jenkins Reid. Pelo menos um deles.
Amor a todos,
Lilly Krug

domingo, 4 de janeiro de 2026

Wicked For Good

E ai que depois de viagem, gripe, CCXP, fim de ano, outra gripe, eu finalmente vi Wicked For Good. E aqui vai a minha review, mas antes dela, quero dar o contexto da minha história com Wicked. Eu já tinha assistido na Broadway “O Fantasma da Ópera”, “Rei Leão” e “The Book Of Mormon” antes de assistir Wicked, mas nada eu tinha achado tão incrível como quando a gente ouve falar de Broadway. E olha que eu era a criança que gostava de teatro. E no final de 2013 eu fiz uma excursão com um grupo de senhoras pra Nova York pra fazer compras de Black Friday e a agência de turismo me deu algumas opções de Broadway que ou não conhecia ou que não tinha interesse. Quando li por alto a sinopse de Wicked e vi que tinha uma ligação com “O Mágico de Oz” surgiu o interesse porque era algo conhecido e fui lá e assisti. E sai do teatro maravilhada. E pensei: é isso que transforma a Broadway em referência de teatro. E desde então já vi diversas vezes da Broadway em diversos anos, vi a versão de 2016 que veio pro Brasil uma vez ao vivo e uma vez em vídeo. A versão brasileira de 2023 eu cheguei a comprar ingresso, mas como meu pai estava internado, não tive como ir a São Paulo. E a versão de 2025 assisti 6 vezes ao longo do ano. Estão é uma história que está na minha vida há mais de 10 anos e que está muito presente (ainda mais se contar que a versão brasileira de 2025 virou referência pra Broadway).

E ai cada um tem a sua teoria de em qual momento Wicked pega o público. “Defying Gravity” é minha música preferida e claro um momento muito especial, mas Wicked me pegou no tempo de comédia de “Popular”. Há quem diga que em "No One Mourns the Wicked" a gente já sabe se a Glinda escalada vai funcionar porque pra população de Oz a Glinda tem que parecer feliz em dar a notícia de que a Elphaba morreu, mas o público tem que sentir um tom de tristeza na voz dela. Mas opiniões a parte, a grande maioria do público prefere o primeiro ato do que o segundo. Fato. E ai que acho que começam os problemas do 2 filme.

A Isabela Boscov disse no vídeo dela de Wicked For Good que “tem uma enorme pedra no caminho de Wicked Parte II e que a ironia foi que quem colocou essa pedra lá foi a primeira parte de Wicked que terminou com aquele final absolutamente épico” e eu concordo discordando. Porque veja, o primeiro ato é de fato mais alegre. E eu acredito que muita gente como eu não botava nenhuma fé essa história fosse funcionar igual no teatro, mas eles tiveram a ideia genial de colocar a Elphaba criança vendo a Elphaba adulta cantar “Defying Gravity”. Ok, o filme já tinha me ganhado em “One Short Day” quando a Idina Menzel e a Kristen Chenoweth aparecem. A reprise de “Dancing Through Life” é emocionante, mas ela já é emocionante na peça. E ai me permitam dizer a verdade, a gente estava tão impactado com o cenário, com os figurinos, com as coreografias, com as surpresas e com a direção do Jon M. Chu e com a voz da Cynthia Erivo que a gente não parou muito pra prestar atenção nas atuações de fato e na química daqueles atores. Era tudo tão extasiante de um filme que a gente esperou tanto pra ver que no primeiro filme a coisa da atuação e química foi deixada em segundo plano. No segundo ato não tem o que inventar que não faça a gente perceber os erros já cometidos no primeiro filme. E aí vai ser muito difícil eu falar do filme sem citar a nossa versão de palco de 2025. Afinal a gente tem Karin Hils no elenco. Mas não só pelos voos, mas o nosso elenco de 2025 é muito especial e tem muita química. E a falta de química dos atores em Wicked For Good fica nitidamente visível. Porque é praticamente um trisal que tem que funcionar em química. E veja o Jonathan Bailey tem química com todo mundo, mas com a Cynthia Erivo não funcionou. Assim como a gente se esquece que antes da Nessarose se transformar na bruxa má do Leste, a Elphaba tinha um carinho / culpa por ela. E se você voltar e reassistir o primeiro filme depois de ver o segundo vai ser que é zero entrosamento em cena da Cynthia com a Marissa Bode. Que o extasse do primeiro filme não deixa a gente perceber isso. E pra não ser injusta, acho que a Cynthia não é único problema dessa escalação. Acho que se o Jon Chu tivesse escalado uma atriz que não quisesse tanto o papel da Glinda em vez da Ariana Grande, possivelmente a gente teria uma Glinda mais caricata que a gente gosta tanto de ver no teatro e que a Fabi Bang faz maravilhosamente aqui no Brasil. E se tivesse escalado uma atriz que não se levasse tão a sério como Elphaba, a gente teria uma Elphaba menos travada. Porque a conexão da Glinda e da Elphaba existe, mas e os outros personagens? Mas como um perfeito mágico de Oz, Jon M. Chu iludiu a gente no primeiro filme achando que era sim a escalação perfeita. Mas como qualquer ilusionista deveria saber que não ia durar muito tempo. Até porque o 2 ato é muito mais denso.



As cenas que eu mais aguardei foram o Fyero e a Elphaba na floresta e a cena de “For Good”. For Good assim como todas as cenas da Glinda e da Elphaba tem muita emoção e é muito bonita, mas a cena da floresta não preciso nem dizer que zero química entre Fyero e Elphaba. “As Long as You're Mine” em si é cantada belíssima, mas o casal não funciona. Fora que a direção do musical de palco como a Myra Ruiz já disse uma vez numa entrevista é: eles estão fazendo sexo na floresta (e eu digo isso porque no original da Broadway é muito na entrelinha) e no filme ela coloca um casaco em vez de tirar!?! Não gostei muito das coisas que mexeram no roteiro porque eu entendo que pro palco coisas em aberto funciona, mas pro filme, não... Mas ainda assim falta equilíbrio nas falas da Nessa. As músicas novas eu já sabia que não ia gostar. Ahhhh, mas foi o Stephen Schwartz que escreveu também as novas músicas. Eu não me considero a mesma pessoa de 2 anos atrás... Cê acha mesmo que o Stephen Schwartz ainda é o mesmo depois de mais de 20 anos. A música da Elphaba não é de todo mal, mas a música da Glinda é totalmente insuportável.E gosto da versão de palco que deixa no ar se a Glinda sabe ou não que a Elphaba está viva. Daria 3 estrelas, mas como me fez enxergar os erros do primeiro filme, dou 2 estrelas.

No mais é isso. Amor a todos,
Lilly Krug

Minha avaliação:

Dirigido por: Jon M. Chu
Roteiro de: Winnie Holzman, Dana Fox e Winnie Holzman
Mísicas por: Stephen Schwartz
Baseado no livro de: Gregory Maguire