Esses dias eu estava no “Iutubiu” e a página inicial deles estava me recomendando um vídeo do canal do Júlio Ettore e assisti esse vídeo, depois assisti outro e mais um quando fui ver, estava presa ali em lembranças do meu passado. E eu me dei conta que nesses anos todos que tive vários blogs nunca deixei registrado a minha história com a Legião. E hoje eu decidi registrar aqui a minha história com minha banda preferida. Então, puxa a cadeira e pega um cafezim que essa é uma história longa.
Antes de qual coisa, o que eu ouvia antes de ouvir Legião? Eu ouvia Xuxa desde sempre. E por influência de um primo meu gostava de Os 3 tenores (sim Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo) e Psycho Killer do Talking Heads. Por conta da galera da escola eu ouvia Double You e funk. E como a Katiucha Barcelos disse recentemente num Nerdcast “Sem Pauta”, “você dizer que ouvia pagode nos anos 90 só mostra que você vivia em sociedade”. Ou seja, muito eclética ela. E eu tinha descoberto Mamonas Assassinas no final do ano anterior (que foi quando eles bombaram). No início de 1996 fui passar as férias com a família do meu pai como sempre e lá uma prima que eu não convivia há anos me apresentou “Eduardo e Mônica” de uma tal Legião Urbana. Eu achei a letra e pedi para que ela me enviasse a letra por carta (como faziam os antigos astecas rs) e assim foi feito. Assim que as férias terminaram, ela me enviou uma carta com a letra de “Eduardo e Mônica”.
Eu tinha 16 anos e não era necessariamente uma pessoa muito musical. Eu ouvia Xuxa porque era o que ouvia sempre desde pequena e as outras coisas que pessoas me apresentaram e faziam sentido na minha vida / eu gostava da melodia ou /e da letra. Eu sabia quem era Legião ou o Renato? Duvido muito. Aparecia pra mim nas revistas que eu lia, mas eu não ligava muito. Como disse antes, não era muito musical. Eu não ia atrás de nada novo (e levei só 43 anos pra descobrir que sou autista. Veja só). Com a letra em mãos, queria ouvir a melodia. Fui numa Lojas Americanas e comprei “Legião Urbana – Dois” (o segundo álbum da banda) e adorei a melodia de “Eduardo e Mônica”. Assim sendo, fui ouvir o resto do álbum. E quando cheguei em “Quase Sem Querer” meu mundo parou. Me identifiquei com cada verso daquela música. A partir daí eu já podia dizer que a Legião era a minha banda favorita.
Em março eu comprei o “Dois” e em outubro (a 11 dias do meu aniversário”) o Renato (Manfredini Júnior – porque Renato Russo, o personagem, é eterno) morreu em decorrência dos sintomas da Aids. Um pesar enorme pra mim e pra música BR. Pouco depois Dado e Bonfá declararam o fim da Legião. Mas tanta coisa aconteceu depois. Mais meu amor pelo Renato e pela banda só aumentou com o tempo. E tá tão impresso em mim que hoje eu não me lembro como era a minha vida sem a Legião.
E nunca foi uma questão de eu achar que a Legião é a melhor banda nacional como já me questionaram no passado. É só porque eu gostei do som daquelas quatro caras tocando junto (como conheci a Legião pelo “Dois”, eu incluo o Renato Rocha na minha história) e das letras. Sempre foi sobre sintonia. E graças a eles comecei a ouvir Capital, Paralamas, Madonna (a versão que o Renato fez pra Cherish da Madonna é incrível), Cazuza, Barão, Frejat...
E certamente não existe melhor jeito de terminar esse post do que dizendo, ouçam Legião Urbana. Porque como dizia Renato, “a Legião são todos vocês”!
Amor a todos,
Lilly
